Quantas vezes fizemos um
autoquestionamento sobre o que é mais importante? Quando iniciamos um processo
assim, trilhamos um caminho de escolhas, prioridades e planejamento.
Procuro fazer um exercício diário
para elencar quais são minhas prioridades no dia. Atenção aos meus filhos,
alimentação, corre-corre, casa (e todo o arsenal de tarefas que os cuidados de
uma casa demandam), projetos de longo prazo que não necessitam de atenção
prioritária, projetos de médio e curto prazo que precisam receber uma atenção
maior, ufa...
Nosso cotidiano é recheado de
afazeres e atividades que nos fazem esquecer uma pergunta que, ao meu entender,
deveria ser a primeira. QUEM é mais importante? Esquecemos dos “QUEM” e focamos
os “O QUE”.
Aos pais e mães que respondem
olhando o universo dos “QUEM É MAIS IMPORTANTE” é comum dar a seguinte sequência:
FILHOS, ESPOSO ou ESPOSA, AMIGOS, FAMILIARES...
Aos que ainda não são pais, as
respostas ficariam um pouco mais enxutas focando os PAIS, AMIGOS, FAMILIARES...
Raramente paramos para colocar
NÓS MESMOS nesta sequência. Sim, eu também sou importante. Na verdade,
colocaria na ponta da lista pois ninguém dá aquilo que não tem.
Desenvolver amor próprio não
significa necessariamente ser egoísta. Ter amor próprio significa dizer que
preciso me amar o suficiente para poder ser inteiro para outra pessoa – ou até
mesmo para alguma outra atividade.
Infelizmente vivemos um surto
onde a quebra ou desgaste de relacionamentos é o estopim para que as pessoas
comecem a pensar em si mesmas. O fim de um namoro ou de um casamento é o que
necessita para ligar o alerta vermelho. Parece que invertemos os polos, não
acha? Que tal procurar desenvolver o amor próprio antes para então viver um
relacionamento saudável, entregando o melhor de si ao outro?
TRANSFORMAR nossas realidades não
é tarefa simples. É necessário coragem e persistência.
No livro Nove Meses e Quarenta
Minutos, Amanda e Richard precisaram viver um momento de intensa transformação.
Precisaram adaptar seus “O QUE É MAIS IMPORTANTE” para dedicar suas maiores atenções
a “QUEM É MAIS IMPORTANTE”. Não foi fácil. Doeu, e muito. Sofreram, e... (para
saber mais, vai ter que ler o livro....rsrs)
Resumindo, preciso refazer meu
planejamento diário. Pensar em mim. Me amar para ser inteiro e assim,
desenvolver todo o resto.
A começar por mim, e você também.
João Borges
Escritor – Joinville/SC