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segunda-feira, 8 de março de 2021

ELA, MULHER

 


Ela é dona de si, mas insistem em não deixar que acredite nisso.

Plantaram o medo e a inferiorização na sua história, mas ela não desistiu e hoje protagoniza grandes conquistas.

Dela fizeram cativeiro, mas ela se manteve firme pela liberdade.

Nela a violência é uma dura realidade, mas ela luta bravamente mesmo que encontre olhos fechados ao invés de mãos estendidas.

Delicada é a força brutal que existe dentro dela.

Ela não quer só flores. Ela quer respeito.

Se hoje existem homens, é porque antes deles existiram mulheres.

Ela é mulher forte e oferece amor.

Diante de tanta grandeza, eu ofereço gratidão.

 

JOTA B


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

AS DIFICULDADES SÃO COMO AS MONTANHAS. ELAS SÓ SE APLAINAM QUANDO...


Não são poucas as vezes em que nos vemos em situações onde a saída parece impossível. Que atire a primeira pedra, quem nunca passou por dúvidas diante de decisões importantes a serem tomadas. É incrível perceber as vendas nos olhos quando o problema é do outro. Mais incrível ainda é não tirar as próprias vendas, pois não as percebemos.

Viver um turbilhão é um processo que muitas vezes dói na alma. Os problemas parecem apenas crescer, os possíveis caminhos se multiplicam, gerando confusão e incerteza. Entretanto cabe aqui um provérbio japonês que diz: “as dificuldades são como as montanhas. Elas só se aplainam avançando sobre elas”.

Desistir não é o caminho. Encarar o problema com força e coragem, utilizando-se de alguma ousadia e criatividade, apesar de parecer clichê, é a receita para que o provérbio se faça realidade. As dificuldades na caminhada da montanha são os problemas da vida, entretanto o objetivo não é ficar no meio do caminho, não é mesmo? Então, o que estamos esperando?

Uma dica: não suba a montanha sozinho ou sozinha. Andar é por sua conta, depende exclusivamente de você. Resolver seus problemas também. Contudo, fica mais fácil quando temos pessoas que realmente nos ajudam a subir, incentivam a caminhar, dão luz onde tudo parece uma grande nuvem escura. A vida fica mais leve quando sabemos dividir o peso, equilibrar as decisões. É a louca matemática da vida, onde o exato é, na realidade, inexato. Onde o dividir significa multiplicar. Onde erros, absortos, se convertem em lições e crescimento. Cabe a nós o cuidado de escolher as pessoas certas, para fazer parte dessa aventura, chamada vida. 

No livro Nove Meses e Quarenta Minutos, a personagem Amanda, desde sua infância, aprende com as dificuldades que sua existência lhe apresenta. Dessas que todos nós passamos e que fazem parte do processo natural de amadurecimento. Ela vive num ambiente familiar tido como o ideal, ainda assim as dificuldades insistem em fazer parte de sua vida. Até aqui tudo muito normal. Até demais, alguns poderão dizer. Mas o que fazer quando o problema envolve vida e morte? Para onde ir, quando uma decisão pode dar fim a própria vida? É, aparentemente o topo dessa montanha ainda não foi atingido. Existe mais um desafio a ser vencido, mais uma batalha, mais uma guerra, mais, e mais, e mais... Que bom que ela não subiu a montanha sozinha.

O texto apresentado no livro, leva a essas – e outras – reflexões. Subir a montanha é difícil. É uma tarefa árdua e complicada. Exige coragem, apesar de todos os medos. Exige força, apesar de todas as fraquezas. Exige decisão, apesar de todas as incertezas e dúvidas. No fim, um resultado: a certeza da transformação.
Ninguém é o mesmo depois que passa por algum tipo de dificuldade. Cabe a nós decidir o que pretendemos fazer com a oportunidade do aprendizado. Lamentar o problema e frear própria história ou olhar adiante e crescer?

Sempre em frente...


João Borges

Escritor – Joinville/SC

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

“PAI, QUANTAS FORMIGAS EXISTEM NO MUNDO?...”

“A força não provém da capacidade física. Provém de uma vontade indomável” (M. Gandhi)

Quando percebemos o que temos guardado dentro de nós, nos surpreendemos. Isso é fato.

Encontramos determinadas situações em nossa vida que nos levam a questionar o quanto somos merecedores daquilo, porque tanto sofrimento, se vamos conseguir superar tantas adversidades,... São tantos os questionamentos, que acabamos sufocando o que realmente é importante.

Tenho muitas lembranças carinhosas do meu pai adotivo. Uma delas foi quando ele participou de um programa chamado “Olha o Peixe”. Não vem ao caso explicar a dinâmica do programa, mas sim as caminhadas que fazíamos entre nossa casa e o galpão da igreja onde era realizado esse trabalho.

Lembro das inúmeras perguntas que fazia, muitas delas sem muito sentido, assim como qualquer criança o faz quando quer puxar assunto com seu pai ou sua mãe, nem que seja para saber quantas formigas existem no mundo, ou se ele já tentou contar quantas estrelas existem no céu. Meu pai, pessoa de origem humilde e praticamente sem formação escolar, dotado de uma paciência que parecia não ter fim, tentava me explicar, ao seu jeito, que algumas perguntas não haviam respostas exatas. Eu mal sabia que aquele homem de cabelos grisalhos, olhos azuis e pele marcada pelo trabalho duro da roça, passava por momentos muito difíceis. Talvez ele não tenha conseguido sair dos problemas da maneira como gostaria, mas não foi por falta de vontade, muito menos por falta de força. De fato, a vida nos faz perguntas sem respostas exatas, não é mesmo?

Meu pai não deixou herança material. Isso me ensinou que o “ter” é passageiro. Entretanto, deixou o melhor legado que eu poderia receber: a vontade indomável de descobrir que sou forte e capaz de realizar coisas surpreendentes. Isso ensina que o “ser” é importante e duradouro.

Que eu tenha sabedoria suficiente para ensinar aos meus filhos sobre as dificuldades que a nossa existência enfrenta e que, apesar de algumas vezes não termos respostas exatas, somos dotados de vontades indomáveis e capazes de transformar.

Preciso fazer caminhadas com meus filhos e tentar responder as inúmeras perguntas deles, mesmo que sejam sem muito sentido...

João Borges – Escritor

Joinville/SC

PERDI A CONTA

  Eu já perdi a conta das vezes que tentei te descrever. Faltou vocabulário. Faltaram adjetivos. Sobraram qualidades em meio aos defeitos...